segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DESENHAR COM O LADO DIREITO DO CÉREBRO

A obra da autora norte-americana Betty Edwards, Desenhando com o lado direito do cérebro (Drawing on the right side of the brain), que evidencia o aprendizado da habilidade do desenho de observação, por qualquer pessoa através de alguns exercícios específicos, acreditando ou não que possua aptidão para isto.

Estudos a respeito do funcionamento do cérebro, iniciados em 1836, ainda hoje instigam espantos e curiosidades. Ele é dividido em dois hemisférios: o hemisfério esquerdo e o direito, cada lado com sua função.

Até pouco tempo, a opinião geral era a de que o lado direito era menos desenvolvido, tendo evoluído menos que o esquerdo, por isso diz-se que o lado esquerdo é o Cordenador e o direito é o subordinado.

Os hemisférios são capazes de trabalhar em conjunto de várias formas: às vezes cooperam entre si, às vezes um assume parte da tarefa que é mais adaptada à sua modalidade de processamento.

Pesquisas indicam que a aptidão para o desenho pode depender do fato da pessoa ter ou não acesso consciente à modalidade D. O lado direito percebe (processa informações visuais) da maneira pela qual devemos “ver” para podermos desenhar. A visão espacial é uma habilidade mental.

Ao desenhar recorre-se ao lado direito(visual), que processa informações de uma forma diferente e é quase sempre obscuro e pouco utilizado. O desenho leva ao raciocínio criativo e intuitivo.

Algumas atividades são importantes para que possamos também trabalhar com o lado direito, responsável pelo potencial criativo do ser humano. E para tanto, devemos estimulá-lo.

SIMETRIA

A simetria é uma característica que pode ser observada em algumas formas geométricas, o eixo de simetria é uma linha que divide uma figura em duas partes exatamente iguais, contudo opostas, isto é, como se fosse a base de um espelho sobre uma figura. Ao refletir a imagem no espelho cria-se uma imagem invertida da mesma. O espelho fará o papel do eixo de simetria.
Fig. 01: Espelho

Um perfeito exemplo de simetria encontrada na natureza é o caso da borboleta, a qual apresenta um único eixo de simetria. Didaticamente temos a seguir uma figura (meia borboleta), depois rebatemos essa figura sobre o eixo e obtemos a mesma figura do lado direito, porém invertida (A borboleta fica inteira)
Fig 02 A: meia borboleta

Fig 02 B: borboleta inteira

A simetria na natureza é um fenômeno único e fascinante. A idéia desta surge naturalmente ao espírito humano, remetendo-nos para um equilíbrio e proporção, padrão e regularidade,harmonia e beleza, ordem e perfeição. Estes são alguns dos vocábulos que resumem reações que temos inerentes às simetrias que abundam na natureza, nas formas vivas e inanimadas.
Podemos encontrar simetrias sob as mais diversas formas e em diferentes locais. São exemplos, as pérolas das ostras, os flocos de neve, as estrelas do mar, os ouriços, as criações artísticas, esculturas, arquitetura, poesia, pintura, música.
Fig. 03: Exemplos de eixos de simetria

A imagem da borboleta apresentada “rotacionada” ou de cabeça para baixo, mostra-nos que os sinais visuais não são os mesmos.
A mensagem fica estranha e o cérebro se confunde. Na verdade parece uma mascara de carnaval. Portanto sendo uma forma de se obter acesso ao lado dieito do cérebro, ou seja à modalidade D (conforme Betty Edwards).
fig. 04: borboleta invertida

Uma metodologia que propõe exercícios para o desenvolvimento das cinco habilidades básicas necessárias à capacidade de percepção são: desenho de meros contornos (percepção de arestas); espaços negativos e formas positivas (percepção dos espaços); proporção e perspectiva (percepção dos relacionamentos); luzes e sombras (volumes) e o gestalt (que é a percepção do todo ou sistema de leitura visual da forma).
A última habilidade não é ensinada nem apreendida, ela parece simplesmente surgir como resultado da aquisição das outras quatro.

Uma das técnicas para obter a utilização do lado direito do cérebro é baseada no desenvolvimento da segunda habilidade (percepção de espaços), que consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, com a utilização do Desenho de Espaços Negativos e Formas Positivas, ou ao meu ver, desenhamos o lado interno (positivo) e o externo (negativo).

“Espaços negativos” e “formas positivas” são termos tradicionalmente usados na arte. Abaixo veja um exemplo disso.
Fig. 05: estrêla

Se você recortar o desenho, a estrela será o "positivo" e o restante da folha de papel (vazado) o negativo.

Toda esta teoria resumidamente é para dizer que "qualquer pessoa, em condições normais, é capaz de desenhar", e que o famoso "dom" não existe. Para ela, a teoria, todos somos artistas, bastando para isso desenvolvermos a técnica de acordar o hemisfério direito do nosso cérebro.

Em tese e parcialmente eu concordo com esta prática, pois, partindo da premissa de que podemos realizar qualquer coisa, desde que estejamos dispostos a isso, para "desenharmos", "andar de bicicleta" ou "tocarmos piano" basta aprendermos utilizando técnicas próprias, contudo o talento individual é característica de cada um. O "beabá" se aprende na escola, mas para escrever "Olhai os lírios do campo, Grande Sertão Veredas e outros" é preciso talento, pintar "Guernica ou Mona Lisa " também. Talento não se compra, não se manda fazer e não tem técnica que ensine, contudo ou apesar de tudo desenhar é simples e você pode iniciar seu aprendizado aqui mesmo neste "blogg". Vamos lá, ponha mãos a obra e faça o lado direito do seu cérebro funcionar, o talento poderá ser conseqüência.

Este foi um resumo extraido dos trabalhos de pesquisa sobre " desenhar com o lado DIREITO do cérebro" desenvolvido por universitários da UFPR - Universidade Federal do Paraná  e Luiz Roberto Gonçalves (veja o paper), Acadêmico do Curso de Artes Visuais da Faculdade de Artes do Paraná e é claro alguns conceitos nossos.

O livro de Betty Edwards, Desenhando com o lado direito do cérebro (Drawing on the right side of the brain) , objeto deste artigo tambám foi consultado.

Artigo de: sezam

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